Médica salva criança usando embalagem de bolo como máscara de oxigênio, no Rio Grande do Norte

Categories: NotíciasPublished On: 21/ 06/ 24

A matéria que chocou o Brasil em julho, foi a de um bebê de três meses que foi internado em um hospital em Santa Cruz (RN) com suspeita de bronquiolite. O bebê precisou usar uma embalagem de bolo improvisada como máscara de oxigênio enquanto aguardava transferência para uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). A mãe do bebê, Kadja Juliane, explicou que ele tem um quadro delicado de saúde, incluindo hidrocefalia, uso de bolsa de colostomia e síndrome de Dandy-Walker, uma malformação cerebral.

Apesar do improviso, a equipe médica fez o possível para atendê-lo, e o bebê “melhorou bastante”. Ele foi transferido para o Hospital Infantil Varela Santiago, em Natal, onde continuará recebendo tratamento.

O nosso presidente Vasconcelos, participou do Fórum do Nordeste e aproveitou para visitar a unidade de Santa Cruz e conversou com o Dr IGOR ROSEMBERG, colega da médica ELLEN KATIENNE FERNANDES SALVIANO DANTAS, que fez o material improvisado para salvar a vida do bebê.

Em uma breve pesquisa, feita pela RenalBahia, descobrimos que o recurso do Fundo Municipal de Saúde em 2024 foi de R$ 11.103.613,79.

Porém, a cidade não conta com nenhum hospital pediátrico e não havia o equipamento que custa R$ 500. A médica, uma heroina, salvou uma vida com saco plástico e papelão.

Mas, longe de ser algo a se comemorar, apenas, precisamos é cobrar da prefeitura o porquê de não haver um equipamento tão barato e que pode salvar vidas.


Veja entrevista com o médico IGOR ROSEMBERG 


O que disse o hospital

O hospital municipal de Santa Cruz, na região Agreste potiguar, se manifestou sobre o caso. Em nota assinada pela direção técnica, a unidade de saúde informou que o paciente de 3 meses e 20 dias deu entrada no último sábado (8), com quadro de desconforto respiratório grave, congestão nasal, febre, rinorreia, vômitos e diarreia.

Ainda de acordo com o hospital, o bebê foi medicado e a equipe solicitou vaga de internamento em alguma unidade com UTI pediátrica.

Porém, foi preciso usar o equipamento improvisado enquanto a transferência não ocorreu.

O paciente estava “clinicamente grave, mantendo quadro de desconforto respiratório e taquidispineia”, segundo a nota.

Atualizações

Contatos e redes

Médica salva criança usando embalagem de bolo como máscara de oxigênio, no Rio Grande do Norte

Categories: NotíciasPublished On: 21/ 06/ 24

A matéria que chocou o Brasil em julho, foi a de um bebê de três meses que foi internado em um hospital em Santa Cruz (RN) com suspeita de bronquiolite. O bebê precisou usar uma embalagem de bolo improvisada como máscara de oxigênio enquanto aguardava transferência para uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). A mãe do bebê, Kadja Juliane, explicou que ele tem um quadro delicado de saúde, incluindo hidrocefalia, uso de bolsa de colostomia e síndrome de Dandy-Walker, uma malformação cerebral.

Apesar do improviso, a equipe médica fez o possível para atendê-lo, e o bebê “melhorou bastante”. Ele foi transferido para o Hospital Infantil Varela Santiago, em Natal, onde continuará recebendo tratamento.

O nosso presidente Vasconcelos, participou do Fórum do Nordeste e aproveitou para visitar a unidade de Santa Cruz e conversou com o Dr IGOR ROSEMBERG, colega da médica ELLEN KATIENNE FERNANDES SALVIANO DANTAS, que fez o material improvisado para salvar a vida do bebê.

Em uma breve pesquisa, feita pela RenalBahia, descobrimos que o recurso do Fundo Municipal de Saúde em 2024 foi de R$ 11.103.613,79.

Porém, a cidade não conta com nenhum hospital pediátrico e não havia o equipamento que custa R$ 500. A médica, uma heroina, salvou uma vida com saco plástico e papelão.

Mas, longe de ser algo a se comemorar, apenas, precisamos é cobrar da prefeitura o porquê de não haver um equipamento tão barato e que pode salvar vidas.


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O que disse o hospital

O hospital municipal de Santa Cruz, na região Agreste potiguar, se manifestou sobre o caso. Em nota assinada pela direção técnica, a unidade de saúde informou que o paciente de 3 meses e 20 dias deu entrada no último sábado (8), com quadro de desconforto respiratório grave, congestão nasal, febre, rinorreia, vômitos e diarreia.

Ainda de acordo com o hospital, o bebê foi medicado e a equipe solicitou vaga de internamento em alguma unidade com UTI pediátrica.

Porém, foi preciso usar o equipamento improvisado enquanto a transferência não ocorreu.

O paciente estava “clinicamente grave, mantendo quadro de desconforto respiratório e taquidispineia”, segundo a nota.

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